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тιago, 18 anos. Um rapaz como os outros que encontra demasiadas coisas por entre as coisas que devem ser notadas. E este é um espaço meu, entre todas as outras coisas.


 


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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

Imenso.

 

Existem três grandes lugares imensos. 

O mar. Lembro de quando mergulhei numa primeira vez na tentativa de não mais recear as ondas. Corri mar adentro, receoso e inseguro. Senti-me pequeno. A água fria. Primeiro pelos joelhos, depois engolindo meu corpo. A frescura, o azul. Dei por mim molhado escorrendo lágrimas que nunca me pertenceram. Estava então erguido. Nunca consegui ir mais além do que a costa mais próxima, onde eu me pudesse meter a pé. Precaução, talvez. Receio, também. Mas o mar é imenso.

O céu. Não tenho conta das vezes que o olho diariamente. Nublado, cinzento, negro escuro, azul, ligeiramente aclarado de branco, estrelado. Conheço-o de múltiplas faces. E por mais que nunca o consiga ver na totalidade, sempre o vejo. Talvez porque o céu está lá sempre. Sempre por cima da minha cabeça. Sobre mim. Há o Sol, há a chuva. Já me vi deixar derreter, já me vi deixar molhar. Já o tentei tocar. Mas o céu é imenso.

O eu. Já chorei por mim, já me ri de mim, já. Procurei bem dentro sentimentos, encontrei mágoas, coisas felizes. Em tempos pertenci a mais do que a mim, pertenci a alguém. E já respirei fundo, já me arrependi. Errei, errei e errei. Já desejei viver tanto. Tanto quanto já desejei. Por vírgulas, pontos finais, dois pontos. Já parei e caí. Um dia doeu. Já tentei ver mais longe, dentro. Entender, unicamente. Mas o eu é imenso.

E não sei nadar. E não sei voar. Não sei. Mas ser eu, isso sei. Tanto quanto sou imenso.


left by тιago às 20:39
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(24):
De Dii a 11 de Outubro de 2011 às 21:43
O texto que fizeste é fantástico, parabéns.
(Aproveito para te dizer que te estou a seguir.)


De p;αndяαde. ॐ a 10 de Outubro de 2011 às 22:39
desde de que não relacionem isso comigo, tudo bem. xd


De Sofia Sequeira a 10 de Outubro de 2011 às 19:40
Ahah, és um espectáculo xD


De allison a 10 de Outubro de 2011 às 18:01
está bem eu não volto a dizer :o
eu gostava imenso de ter ido, mas como fui ver os 30stm no dia anterior não pude ir dia 9. Espero que os Paramore voltem, eles deviam vir ao Rock In Rio ou assim :o


De ▲ máei a 10 de Outubro de 2011 às 15:48
pois, nota-se, responder aos comentários às sete da manhã x) a essa hora já eu estou na escola :/
comigo está tudo óptimo, e contigo?


De Sofia Sequeira a 10 de Outubro de 2011 às 14:12
Fq, Matemática... Odeio odeio odeio! Se fores capaz de fazer uma equação do inicio ao fim e estiver correcta, passas a ser o meu herói!


De Flor-de-lis a 9 de Outubro de 2011 às 19:13
Olá!
Primeiro muito obrigada pelo teu comentário. Acredita que deu muito em que pensar. E chegar a conclusão que achava mesmo que seria possível esquecer as coisas. Mas quando mais fugimos mais as memorias tendem a permanecer. E parar de fugir é a maneira mais fácil, verdadeira e simples de lidar com tudo.
Por isso um obrigada por de alguma forma me teres levado por um caminho mais simples.


Gosto mesmo dos teus textos, cada vez mais. Cada um deles é como um pedaço de uma história de um livro que devoramos a cada novo post. Escreves realmente muito bem.
Apesar de não saberes nadar nem voar, acho que sabes o mais importante. Sabes ser tu, saber ser o tu que não sabe voar nem nadar. Mas que pode ir mais longe, muito mais longe que quem voa ou nada. Podes ir mais longe por saberes seres tu (esta frase não me soa nada bem). E quem sabe não poderás ainda voar bem alto e nadar até ao mais profundo dos oceanos!?

Mais uma vez adorei o teu texto, continua a escrever.
Um abraço e bj.



De patrícia oliveira a 9 de Outubro de 2011 às 18:21
Adoro a tua escrita. É imensa! :) Estou a seguir-te, beijinhos.


De Lena a 8 de Outubro de 2011 às 14:57
Gosto muito ! (:


De тιago a 10 de Outubro de 2011 às 14:22
é bem (:


De Beatriz a 7 de Outubro de 2011 às 23:13
é, infelizmente é assim, nem sei bem no que penso, às vezes. e quando, parece, que está tudo bem... fica tudo mal.


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