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тιago, 18 anos. Um rapaz como os outros que encontra demasiadas coisas por entre as coisas que devem ser notadas. E este é um espaço meu, entre todas as outras coisas.


 


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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

Amar.

 

Ainda há quem ache que as pessoas são independentes umas das outras. E que nos fecharmos é solução, não para a pessoa, mas para o outro, ou outros. Que não partilhar com os outros soluciona e torna possível tal independência. Mas isso parecem-me mais desculpas de quem não quer ouvir e procura tornar-se independente do que, na verdade, são realidades. Expliquem-me, como pode essa independência existir? Como pode alguém no mundo não depender? Dependências, dependências, e mais dependências. E depois aparece aquele sentimento de que isso não é bom, depender não é bom. Juízos de valor pouco importantes visto que, por mais que alguém se esforce para tentar o contrário, seremos sempre dependentes. E se isso é bom ou mau não interessa. Porque grande parte dessas dependências não são escolhas. As que são, essas só, podem ser classificadas. Mas tendo em conta que só o poderão ser se forem comparadas com as da mesma natureza, criam-se ideias gerais de que depender é um verbo negativo. E depois, essas, para serem comparadas, precisam de exemplos de dependência e não-dependência. Só depois cada um poderá tirar qualquer conclusão.

Mas no que toca as dependências naturais do ser humano, essas são simplesmente necessidades. E são muitas. Por outro lado, as criadas pelo Homem, ou seja, aquelas a que o homem se sujeita á dependência, essas, inicialmente, são apenas opções. Depois tornam-se vícios. E no fim, dependências. E, até a este último passo, existem possibilidades das pessoas se tornarem independentes dessa nova dependência. Só no fim estas passam a pertencer ao grupo das naturais, apesar de não globais, pois nem todos a têm. Mas sim, as criadas podem, e costumam, tornar-se necessidades.

E dependemos da comida, de dormir, de respirar, (...), por exemplo. E comer é possível sem outros. Dormir, também. Respirar, de igual forma. Mas os exemplos daquilo que não depende de pessoas, de outras pessoas, são escassos.

Dependemos de amizades, de relações, do amor, também. E isso, ninguém aguenta sozinho. Podemos ser amigos de nós próprios e amarmo-nos acima de todos os outros, mas a partir de certo ponto, precisamos de alguém. Precisamos de alguém para amar.

E isso é tão natural como respirar. Amar é, ao ser humano, indispensável. E quem acha que as pessoas são independentes umas das outras e que não deve ser partilhado com o próximo nada para não se prejudicar essa independência, quer nossa, quer do outro, é porque nunca amou alguém. Porque a partir do momento em que isso acontece, simplesmente as pessoas ganham outro valor. Tornam-se também elas dependências naturais. E amar, há-de ser sempre uma dependência do qual estamos dependentes. Porque eu já amei e amo, o digo. E é, com todas as certezas, uma necessidade.

Não só minha, creio.


left by тιago às 20:43
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De Andrusca ღ a 12 de Outubro de 2011 às 17:32
Não podia concordar mais *-*
(descobri o teu blog agora xD)


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